BEEROCK

Literatura Rocker

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SAINDO DO FORNO

Sereias de Bengala é o novo livro do escritor Jorge Cardoso, que mora na Suécia. A literatura do cara é como um soco na boca do estômago, um chute nas bolas, uma música dos Stooges, enfim, é phóda.
O livro está disponível para download gratuito no site da editora Baleia: www.editorabaleia.com.br .

São 22 contos fuderosos, como este:

Cruzamento

– É bom continuar rindo? (ferro na barriga)
– …
– Ele está de língua de fora. Vamo sair daqui.
– Vamos.
– Espera aí, não é melhor largar em um hospital?
– O quê? Tá louco?
– Não, é que.
– Falando nisso eu tenho que voltar…
– Hein?
– Porque se ele sobreviver, quem vai preso? Vou terminar ele.
– Não vai!

Os dois brigam e rolam pelas escadas. Semi-desmaiado, um consegue sacar a pistola e fuzilar o amigo na perna.
 
A polícia chega. Aquele quadro espanhol. Um dia conheci uma mulher que tinha um espelho imenso no canto da cama. Moldurado. Solto. Ela colocava uns algodões nos ouvidos. Por quê? Para dançar.

Tinha um peixe no aquário que eu habituei a comer na minha mão. Ele vinha e beijava os meus dedos lambuzados com aquele pó marrom. Aquele pó marrom. E… então, um dia eu passei vinagre nos dedos. Depois do vinagre eu passei excremento, e depois pus naftalina, detergente, até chegar no Baygon mesmo. O peixe morreu.
 
Deve ser assim que fazem com a gente.

(Jorge Cardoso) 

Escrito por ALYSSON - 12h06
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SAINDO DO FORNO

Geração Beat - Jack Kerouac
Editora: L&PM
Preço em média: R$10,00

Kerouac escreveu Geração Beat em apenas uma noite em sua casa, na Flórida. O ano era 1957, o mesmo da publicação de On the Road. Aproveitando a repercussão da obra, enviou a peça a diversos produtores, que a recusaram. Chegou inclusive a enviá-la à escritora Lilian Hellman e a Marlon Brando, que também nunca deram retorno. E assim o projeto ficou engavetado por mais de 50 anos, sendo descoberto por Sterling Lord, agente de Kerouac até sua morte, somente em 2005, em um galpão de New Jersey.
A peça narra um dia na vida do boêmio Jack Duluoz, alter ego do próprio autor, e de um grupo de amigos que sobrevivem de pequenos trabalhos, tomam o primeiro gole de bebida ainda pela manhã e passam o dia na rua apostando em cavalos e jogando conversa fora. Esse grupo reunido em um apartamento em Nova York na década de 1950 foi inspirado nos próprios amigos de Kerouac, as lendas beat Allen Ginsberg e Neal Cassady.
Geração Beat é permeada pela sonoridade da conversação, à qual a escrita de Kerouac confere um ritmo quase musical. A peça é sobre viver a vida no limite, se despir de amarras e alcançar a liberdade plena, de corpo e espírito. Na introdução, a escritora A. M. Homes afirma: “Geração Beat é sobre conversas, sobre a amizade, sobre enfiar o pé na jaca; é sobre a maior questão de todas – a existência.” Esta edição da peça reproduz com o máximo de exatidão possível o manuscrito original datilografado, completo, mantendo a pontuação, a ortografia e as inimitáveis palavras inventadas de Kerouac.

Fonte: www.lpm-editores.com.br

Escrito por ALYSSON - 10h25
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SAINDO DO FORNO

Livro: The Ghost of Cain - New Model Army

Autor: Gastão Moreira

Gastão Moreira decidiu encarar o desafio de escrever um livro baseado em um disco e disponibilizou, no dia 05/08, o Mojo Book número 35, tendo como inspiração o álbum "The Ghost of Cain", do New Model Army, banda que aporta em São Paulo para dois shows na próxima semana (07 e 08/08). A Mojo Book é uma coleção baseada na internet, em que uma pessoa escreve uma história tendo como foco um disco, e os editores do projeto, após cuidadosa edição, disponibilizam o livro para download gratuito no próprio site. Discos famosos como "Revolver" (Beatles), "Thriller" (Michael Jackson), "Racional" (Tim Maia), "Like a Prayer" (Madonna) e "Transformer" (Lou Reed) são alguns dos 35 discos que viraram livros, e estão disponíveis para download no site oficial do projeto: www.mojobooks.com.br .
Após seu elogiado documentário "Botinada" (2006), um precioso registro do movimento punk no Brasil, que foi eleito o melhor DVD de 2006 em votação com jornalistas e convidados no Prêmio Scream & Yell, Gastão Moreira aproxima-se novamente da temática punk em sua recriação de "The Ghost of Cain". O livro narra – com tom urgente e muita propriedade – as conseqüências de uma rixa de gangues na São Paulo do começo dos anos 90, cujo final apoteótico acontece na porta do famoso show dos Ramones, em 1991, que entrou para a história pela superlotação da primeira noite, e que registrou a morte de um garoto esfaqueado na porta. Gastão aproveita os fatos reais para criar uma história ficcional pontuada por uma narrativa esperta e inteligente.
Além de seu Mojo Book e do documentário, Gastão já tocou no Rip Monsters, que lançou dois CDs independentes (e segue na ativa sem Gastão como os Corações em Fúria de Daniel Belleza), e atualmente assume o baixo no Kratera, que acabou de lançar seu segundo CD. Na TV, foram oito anos como apresentador da MTV e outros quatro no comando do saudoso Musikaos, na TV Cultura. Atualmente, Gastão comanda um programa na Ipanema FM de Porto Alegre, o Usina do Gastão.

Segue entrevista com o cara:

Gastão, por que "The Ghost of Cain", do New Model Army?
Porque considero "The Ghost of Cain" o álbum mais completo do New Model Army. Contém todos elementos que sintetizam a música praticada pela banda: crueza, boas letras, baixo no comando e belas melodias de voz.
Você já tinha escrito algum texto assim, mais longo e de ficção? Como foi o processo?
Foi um processo lento e doloroso. Nunca valorizei tanto os escritores de ofício. É muito difícil escrever bem. Acho que foi como um salto de bungee jump no escuro, algo muito instigante. gostei da experiência, nunca havia escrito uma ficção.
Dos escritores que você já leu, quem você acha que te influenciou neste Mojo Book?
Foram brasileiros: Edyr Augusto, Rubem Fonseca, Marçal Aquino e Patrícia Melo.
Qual a sua música preferida do New Model Army?
Talvez seja "Heroes" do "The Ghost of Cain".
A história tem como pano de fundo um show do Ramones. Você foi nesse show?
Não fui neste show no Dama Xoc em SP, pois o clima estava pesado. Um cara foi morto num confronto. Uma semana depois teve o New Model Army no Dama. Foram dois shows e eu fui em ambos. A segurança limitou o número de convites, assim o local parecia um pouco vazio. Assisti o primeiro ao lado do Max Cavalera, outro apreciador da banda.
O Sepultura até fez uma cover de uma das canções poderosas do "The Ghost of Cain", a "The Hunt".
Gosto muito da versão do Sepultura. Ficou pesada e fiel à original. Eles escolheram muito bem, pois "The Hunt" é top 5 para mim. Em 94 eu dei uma camiseta do New Model Army para o Andreas, em Phoenix, durante um especial da MTV.
A temática do seu Mojo Book aproxima o livro do seu DVD, "Botinada", que conta a história do punk no País e teve uma ótima repercussão. Como foi o seu envolvimento com a cena punk?
A atmosfera do "Botinada" serviu de habitat para minha história. Alguns nomes são verdadeiros, mas os personagens são absolutamente fictícios. Desde 1981 acompanho a cena punk (nacional e gringa) de perto. Compro CDs, fui muito em shows. Os punks representam a ruptura mais significativa na história da música pop. Se hoje temos milhares de bandas espalhadas pelo mundo, muito se deve ao punk. Todo garoto ficou instigado para fazer uma banda.
Se esta história tivesse uma trilha sonora, além de New Model Army, o que teria na trilha?
"Troops of Tomorrow", do Exploited; "Symptom of the Universe", do Black Sabbath; e "The Hunt", na versão com o Sepultura;
Se você fosse escrever sobre um outro disco, qual seria o escolhido?
"Highway To Hell", do AC/DC.

Fonte: Scream & Yell

Escrito por ALYSSON - 10h05
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SAINDO DO FORNO

A Editora Conrad acaba de lançar um livro sensacional, Medo e Delírio em Las Vegas, que deu origem ao filme homônimo estrelado por Johnny Depp e Benício Del Toro, e dirigido pelo mestre Terry Gilliam (ex-Monty Python). É gonzo até a medula. Foi publicado originalmente por Hunter Thompson em 1971, contendo uma série de artigos para a revista Rolling Stone americana, sobre a viagem de um repórter (alter-ego de Thompson) à Las Vegas para cobrir uma corrida de motocross e uma convenção de promotores públicos sobre drogas. Ele e seu amigo advogado encheram o carro com os mais diversos entorpecentes e foram em busca do sonho americano. Detalhe, a tradução é do grande Daniel Pellizzari, o Mojo. Clique aqui para ler as 20 primeiras páginas do livro.

Escrito por ALYSSON - 14h22
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SAINDO DO FORNO

A Relíquia - Eça de Queiroz/Marcatti (2007)

Editora Conrad

Mais um "clássico" da literatura em versão HQ. Pra quem não conhece, Marcatti é um dos nomes mais respeitados do quadrinho underground no Brasil. Fez as capas dos discos "Brasil" e "Anarkophobia" dos Ratos de Porão.

Com uma insuspeita verve satírica, A Relíquia é um dos mais importantes romances do escritor português Eça de Queiroz. Realista do final do século XIX, Queiroz foi um dos mais importantes escritores da língua portuguesa, autor de livros como Os Maias e O Crime do Padre Amaro. Em A Relíquia (publicado originalmente no jornal brasileiro Gazeta de Notícias, em 1887 - há 120 anos), Queiroz une ironia a um profundo anticlericalismo para criticar o exacerbado catolicismo português. Clássico de literatura colegial, A Relíquia também está na lista de inúmeros vestibulares, da Unicamp à Universidade Federal do Maranhão.

Agora ficou mais fácil pra galera estudar pro vestibular, já que a linguagem dos Hqs é bem mais digerível que a linguagem dos escritores ditos "clássicos".

Escrito por ALYSSON - 14h45
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A COLMÉIA RECOMENDA

WATCHMEN - ALAN MOORE / DAVE GIBBONS (1985)

"Vocês não entenderam. Não sou eu que estou preso aqui com vocês. Vocês estão presos comigo"

Se você acha que tem opinião formada sobre hqs de super-heróis (contra ou a favor) e nunca leu Watchmen, está completamente por fora. É bem possível que seja olhado com estranheza se não captar alguma referência matreira à série escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons em 1985.
A idéia de Watchmen é imaginar como seria o mundo se realmente tivessem existido super-heróis. Com essa premissa, acaba fazendo uma ácida crítica dos anos da Guerra Fria. Alan Moore, com seu detalhismo obsessivo e ironia afiada em esmeril, cria esse mundo mostrando as conseqüências sociais, políticas e até tecnológicas dos heróis.
Os personagens de Watchmen são falíveis, muito falíveis. Rorschach é paranóico e esquizofrênico. Há duas personagens com o nome Espectral, mãe e filha. A velha se apraz em folhear catecismos à la Carlos Zéfiro feitos sobre ela quando era jovem. A filha faz estilo de rebelde, mas gosta da farra de bater em bandido. O segundo Coruja é um otimista que broxa quando não está fantasiado. Alguns, como o Comediante (que morre no começo da história, dando o ponto de partida para a trama), aceitam o papel de ir para a guerra, mas isso não acontece como ocorreu com os super-heróis da Marvel no extinto O Conflito do Vietnã. O Comediante tinha prazer em dar porrada, em puxar fundo o gatilho de uma metralhadora e esquecer o dedo lá, em estuprar aldeãs vietnamitas.
Foi a primeira história "séria" em quadrinhos em que se pode ver os super-heróis tomando uma cervejinha e falando mal uns dos outros e dos bandidos que espancam. Mas os dois personagens mais fascinantes da trama são o Doutor Manhattan e Ozymandias, o poder infinito e a egolatria de fins que justificam os meios. Ozymandias forjou sua personalidade espelhado nos faraós e nos grandes conquistadores da antigüidade. Mannhattan, forjado pelo átomo, tem uma visão cosmológica própria, sem lugar para distinções tão mundanas como passado, presente e futuro. Para ele, tudo é um contínuo e o fato de alguém estar vivo ou morto não importa, já que ambos os corpos são formados pela "mesma quantidade de partículas".
Watchmen não é uma série para ler uma vez só. Exatamente pela quantidade de detalhes. Na primeira leitura a gente deixa de perceber muita coisa. Alguns fragmentos de diálogo ou detalhes de cena podem ser mais esclarecedores do que se imagina de início. Um mapa-múndi casualmente exibido em uma cena sugere que o Brasil teria anexado a Argentina e o Uruguai, embora tivesse entregue uma enorme fatia da Amazônia. O tema do holocausto nuclear é onipresente, e a idéia que embasa a arquitetura da história parece ter saído direto da música "A Paz", de Gilberto Gil. Não deixe de ler com muita atenção os textos publicados nos finais das histórias. Por mais insignificantes que pareçam, eles trazem chaves para entender melhor o que vem depois. Aliás, em Watchmen nenhum detalhe é insignificante. Num gibi do Monstro do Pântano publicado originalmente em 1984 (traduzido aqui em Superamigos 33), Moore escreveu que "a coincidência é o fio secreto que amarra o mundo". Em Watchmen, ele transformou isso em técnica narrativa.
Apesar de o final ser deixado em aberto, não significa que seja necessária uma continuação. Há anos o pessoal tem cobrado de Alan Moore que faça uma continuação de Watchmen. Talvez uma série dos Minutemen, os heróis dos anos 40. Há anos, Moore solenemente se recusa a fazer isso. Nunca tinha convencido muito, até que Frank Miller, em sua pífia continuação do Cavaleiro das Trevas, deu os argumentos definitivos para ele prometer seriamente que não vai não fazer isso e a gente poder acreditar seriamente que ele não pretende fazer.

Fonte: Marca Diabo

Escrito por ALYSSON - 11h31
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A COLMÉIA RECOMENDA

CHARLES BUKOWSKI

Foram setenta e quatro anos de muita bebida, mulheres, e poesia. Charles Bukowski é hoje conhecido como um dos melhores escritores da geração Beatnik, apesar de nunca ter se associado com Jack Kerouac ou Allen Ginsberg, escritores mais conhecidos dessa geração. Mas o que realmente importa na obra de Bukowski não é classifica-la, mas sim beber da sua escrita com a sede de quem quer entrar a fundo no mundo dos bebâdos, mendigos, prostitutas, das brigas de bar, da criminalidade, dos empregos servis, enfim, do mundo underground de Bukowski. O autor construiu uma obra que possui energia, um senso de negação às estruturas formais, um realismo que tem seus momentos de surrealidade.
Charles Bukowski nasceu em Adernach, na Alemanha, filho de um alto, pesado e feio primeiro sargento americano com uma alemã. Três anos após seu nascimento, muda-se com a família para os Estados Unidos, e passa a morar no subúrbio de East Holywood, um condomínio de baixa renda na periferia de Los Angeles. Bukowski passou a maior parte de sua infância durante a Depressão, e experimentou a miséria e os abusos de seu pai. Depois de terminar o segundo grau, ele estudou jornalismo durante algum tempo no L.A. City College, mas abandonou o curso em 1941 antes de conseguir qualquer graduação. É justamente nessa época que começa a vida bebâda e intinerante de Bukowski, pulando de um emprego ruim para o outro, até que em 1956, cansado da vida na estrada, aceitou um emprego nos correios, emprego este que manteria por uma década e serviria de inspiração para o seu primeiro livro de prosa, Cartas na Rua (1971), sobre a sua experiência nos correios. É também neste livro que Bukowski introduz Henry Chinasky, seu narrador fiel e presente em todos os seus livros exceto um. Boa parte da obra de Bukowski é autobiográfica, exceto talvez por alguns detalhes introduzidos pelo autor para romantizar a estória. Aí está a graça de ler este autor: Nunca saberemos o que é verdade e o que é ficção. Por mais fantástica que pareça, uma estória de Bukowski pode ser história, não há como sabermos.
Não só na prosa este autor fez excelência. Bukowski era também um poeta, e dos bons, tendo publicado diversos livros de poesia. Foi um escritor bastante prolífico, tendo exatamente quarenta e quatro livros, entre poesia e prosa. Seu último livro foi Pulp (1994), terminado pouco antes dele morrer. Durante muito tempo Bukowski foi bem mais conhecido na Europa que nos Estados Unidos, mas isso mudou um pouco com o filme Barfly (1987) cujo roteiro foi produzido por ele através de uma colagem de contos de Henry Chinasky. O escritor também era pintor amador, e muitas de suas obras encontram-se espalhadas pelo mundo e alcançam valores razoavelmente altos.
Entrar em contato com a prosa e poesia de Bukowski é mergulhar na dura vida de um alcoólatra de tempo integral, um escritor que trata a sua miséria com muito humor, mas também com muita sensibilidade. Bukowski morreu em 94, em sua casa em San Pedro, na Califórnia. Vale a pena conhecer a obra do homem que foi chamado de "maior poeta americano" por ninguém mais que Jean-Paul Sartre.

Texto sugado do site da Faculdade de Comunicação da UFBA

Escrito por ALYSSON - 10h20
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SAINDO DO FORNO

Geraldão 2 - A Genitália Desnuda
Autor: Glauco / Editora: L&PM
Preço em média: R$9,00

Glauco, com seu traço único e seus personagens inconfundíveis, está de volta. Neste segundo volume, o ecológico Geraldão vai com a mãe para um acampamento, depois de atacar as vizinhas e receber dicas sobre sexo de seu primo Máximo. Dona Marta, a secretária solteirona, não dá sossego para os colegas de trabalho e ataca desde o chefe até os boys. Vicente Tarente, o tarado carente, dá em cima da empregada, da mulher dos amigos, das amigas e no fim seus gatos é que seguram o mico.

Escrito por ALYSSON - 10h36
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A COLMÉIA RECOMENDA!

A Metamorfose - Franz Kafka (adaptado por Peter Kuper)
Editora: Conrad
Preço em média: R$19,00

O aclamado artista gráfico Peter Kuper apresenta uma brilhante e sombria adaptação para os quadrinhos do clássico de Kafka sobre família, alienação e um inseto gigante. O estilo de Kuper, uma fusão dos quadrinhos norte-americanos com o expressionismo alemão, faz com que a prosa de Kafka ganhe vida, revivendo todo o humor e sagacidade do texto original de uma forma que irá surpreender tanto os leitores de Kafka quanto os leitores de graphic novels.

Certamente, como afirma o quadrinhista Peter Kuper, ´´os personagens angustiados de Kafka em cenários de realidade alterada são feitos sob medida para essa mídia.´´ E, para ilustrar as palavras iluminadoras de Kafka, Peter Kuper buscou inspiração nos desenhos quase surrealistas de Winsor McCay, o criador da tira Dream of the Rarebit Fiend (em português, literalmente, Sonho do viciado em queijo gratinado), publicado pelo jornal nova-iorquino Evening Telegram.

A habilidade de Franz Kafka em abordar a condição humana com reviravoltas inesperadas e brilhante talento faz com que seu trabalho se mantenha atual mesmo quase um século depois, como se tivesse sido criado para refletir o clima da era em que vivemos. ´´Suas histórias de julgamentos grotescos e burocracias inflexíveis não parecem mais surreais que as manchetes que vemos nos jornais diários.´´ enfatiza Peter Kuper

O AUTOR
Franz Kafka nasceu em Praga, em 1883. Embora escrever fosse sua paixão, ele nunca conseguiu fazer com que a escrita fosse seu meio de vida, e poucas de suas obras foram publicadas antes que ele morresse de tuberculose, aos quarenta anos de idade. Apesar de ser completamente desconhecido durante a vida, Franz Kafka é considerado um dos escritores mais influentes do século XX. Escrito originalmente na Alemanha em 1915, o conto A Metamorfose é considerado sua obra-prima.

Já o ilustrador Peter Kuper nasceu em 1958 e cresceu em Cleveland, Ohio. Mudou-se para Nova York em 1977 e ingressou no Pratt Institute, no Brooklyn. Ele é o co-fundador da revista política World War 3 Illustrated, que co-edita há 23 anos, e tem ministrado cursos sobre histórias em quadrinhos na School of Visual Arts desde 1986. Já escreveu e ilustrou inúmeras graphic novels, entre elas Desista!, sua primeira coletânea de adaptações da obra de Franz Kafka.

As ilustrações de Peter Kuper aparecem regularmente em diversas revistas e jornais, incluindo a Time, o New York Times, e a Mad, na qual ele desenha a tira Spy Vs. Spy mensalmente. Seu trabalho pode ser visto na internet na página www.peterkuper.com.

Escrito por ALYSSON - 10h10
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SAINDO DO FORNO

Walter Ego “o mais Walter dos Walters e outros tipinhos inútes” - Angeli
104 páginas
Editora: L&PM
Preço em média: R$9,00

Arnaldo Angeli Filho, Angeli, é um dos mais importantes e populares desenhistas de humor e quadrinhos do país. É também o criador de personagens e tipos que hoje fazem parte da cultura brasileira. Suas charges, cartuns e tiras são publicadas na Folha de S. Paulo desde 1973 e em vários outros jornais e revistas desde 1980. Foi para a Folha que criou a tira diária Chiclete com banana, título que lançou personagens como Rê Bordosa, Bob Cuspe, Wood & Stock e os Skrotinhos. Em 1985, a tira se transformou na revista de humor e quadrinhos Chiclete com banana, lançada pela Circo Editorial, que exerceu uma inquestionável mudança no mercado, não só pelo sucesso das vendas em bancas, mas também por ter influenciado toda uma geração.
Nesta edição, estão reunidas pela primeira vez as aventuras de personages emblemáticos de Angeli, como Walter Ego, que ama a si mesmo acima de tudo; Osgarmo, o precoce; Rampal, o paranormal; Ritchi Pareide, o roqueiro pré-fabricado; Rigapov, sempre prestes a explodir o mundo; Vudu, a personificação do azar; Hippo-glós, o hipocondríaco, e mais os quadrinhos das séries Pim-pam-pum e A vaca vai pro brejo.

Escrito por ALYSSON - 09h52
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A COLMÉIA RECOMENDA!

Dentes Guardados - Daniel Galera (2001)

Daniel Galera escreve pacas. Esse livro saiu em 2001 pela Livros do Mal e encontra-se totalmente fora de catálogo. É uma raridade. Os contos "Triângulo", "Escrava Branca" e "Manual para Atropelar Cachorros" são fuderosos. Na real o livro inteiro é ótimo. Um clássico da nova safra.

Download em PDF aqui: www.ranchocarne.org/pdf/dentes.pdf

Escrito por ALYSSON - 16h38
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MIOLO

Tae uma das páginas do livro do Zappa, by Allan Sieber:

NETO

Escrito por ALYSSON - 09h53
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LITERATURA MUSICAL SURREALISTA

Zappa - Detritos Cósmicos - Fábio Massari

Quantos rockstars que você conhece viraram nome de planeta? Bom, não muitos, na verdade apenas um: Frank Zappa, que batizou o planetóide 3834 Zappafrank, localizado no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter. Além de um segundo asteróide, Zappa serviu de inspiração na hora de nomear uma nova espécie de aranha, uma recém-descoberta água viva... As homenagens ao músico, morto há 13 anos, seguem também fora do mundo científico, como este livro-tributo Zappa – Detritos Cósmicos, organizado pelo reverendo Fábio Massari, o maior especialista, deste lado do Equador, no bigodudo de Baltimore.
São 38 colaboradores, entre ilustradores, músicos, jornalistas, quadrinistas, escritores e outros fãs de carteirinha de Zappa, cada um contribuindo com a sua parte: reminiscências históricas, teorias descabidas, lembranças de adolescência, tudo girando em torno da obra e lenda de um dos músicos mais criativos da cultura pop.
André Chistovam volta aos anos 70 e lembra de Zappa ao vivo em Los Angeles, Dagomir Marquezi nos leva por um roteiro à geografia zappiana, Allan Sieber nos lembra das melhores frases e máximas do mestre (“A maioria das pessoas não reconheceria uma boa música nem se ela viesse e as mordesse na bunda”, entre elas), Evandro Mesquita encara um show de Zappa de três horas no Palladium, em Nova York, Rogério Skylab tenta promover o encontro entre Zappa e o compositor erudito Pierre Boulez e a banda-tributo Central Scrutinizer Band lembra do show com Ike Willis (um dos principais colaboradores de Zappa), entre muitas outras homenagens prestadas pelos mais diversos súditos.
Tudo coroado pelas duas entrevistas brasileiras de Zappa, uma dada a José Carlos Nogueira, outra ao próprio Fábio Massari, uma série de artigos sobre Zappa assinados pelo reverendo, além de uma Zappagrafia – misto de discografia, bibliografia e compilação de outros objetos/ troféus/ produtos que fazem parte da mitologia zappiana. Mais que um tributo, Zappa – Detritos Cósmicos mostra que, assim como em sua obra, a influência de Zappa transcende a música – mas nunca deixa de estar ligada a ela, afinal, “música é o melhor”.

O autor:

Nascido em 1964, o paulistano Fábio Massari é formado em Comunicação pela FAAP. Trabalhou a 89 FM durante oito anos, no Programa Rock Report. Na MTV, foi apresentador dos programas Lado B, Mondo Massari e Jornal da MTV, entre outros. Publicou os livros Rumo à Estação Islândia (Conrad) e Emissões Noturnas (Grinta Cultural).

NETO

Escrito por ALYSSON - 09h48
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ON THE ROAD - JACK KEROUAC (1957)

Poucos livros tiveram o impacto e a importância que On The Road, de Jack Kerouac, publicado em 1957, teve ao retratar a geração que surgia nos pós-guerra americano: os beatniks. No auge do "american way of life", que estava sendo importado para o mundo todo, uns garotos americanos - leitores de Céline, Kafka, William Carlos Williams e, principalmente, Walt Whitman - saíram, em busca de sua individualidade e de uma América que estava se perdendo na história.
É impressionante que esta busca da individualidade perdida - e tudo que isso implica: sexo livre, drogas e muito jazz - no fundo tenha tido como por objetivo a busca de um País que estava se perdendo. No fundo, creio que os famosos libertários beatniks nostálgicos da época em que Whitman saía pelas ruas escrevendo sobre as pessoas que vira, conhecera e sobre si mesmo. Na época que a América era mais ingênua e genuína.
Porém, a ingenuidade havia partido e os EUA estavam entrando no ápice de um frenético consumismo que, por fim, tomaria conta do País. Os baby-boomers nasciam com a TV na frente da cara, o mundo estava encaretando e tudo começava a ficar chato. Neste cenário cômodo os beatniks eram os deslocados. Hipsters. Gente como Kerouac, Ginsberg, Ferlinghetti, Burroughs, Soloman, Corso, o mito Neal Cassady e tantos outros como os poetas marginais paulistas: Roberto Piva, Cláudio Willer e Jorge Mautner. Homo e bissexuais, drogados, amantes de um estilo de vida que o "american way of life" não conseguiria comportar. Talvez seja neste ponto que alguns caras (como Kerouac) tenham encontrado a "saída" no zen-budismo enquanto outros (como Ginsberg) chegaram no LSD, em busca de experiências humanas e estéticas autênticas e profundas.
On The Road não é um romance que revoluciona a linguagem, e nem é esse seu intuito. A grande sacada é o modo como ele é escrito, datilografado. Como criticou Truman Capote. É tudo isso e mais um pouco o que o faz ter vida. Parece que Kerouac sentou a frente de sua máquina ouvindo Miles Davis e começou a escrever da mesma forma que Miles tocava. Frases longas, improvisadas, sem pontuação. Ele não podia cortar as frases, se as cortasse, jorraria sangue.
O livro retrata quatro grandes viagens que Kerouac fez procurando a verdadeira América. Logo no começo somos apresentados a Dean Moriarty, guru da geração beat. Rebelde louco anarquista amante da vida preso várias vezes porra louca mor. Encantou a todos. O livro conta as aventuras destes dois amigos e de tantas pessoas que eles encontraram no caminho pelas estradas da América. Estradas que até o tradutor brasileiro, Eduardo Bueno (o Peninha) percorreu ouvindo Bob Dylan. Não há como não se apaixonar por Dean Moriarty, como não querer conhecer pessoas como ele, simplesmente para escrever sobre.
O mais impressionante é a vitalidade da literatura aliada à vontade de viver e de estar na estrada, em movimento. Por mais que, para os desavisados, a literatura de Kerouac seja descuidada, cada pequena palavra que se desenha em cada frase retrata um pouco da geração na qual ele, mesmo não querendo, tornou-se seu guru. É um modo de viver e de escrever que se baseava no movimento, no não estagnar-se, no buscar algo novo sempre, mesmo não sabendo exatamente o que se está procurando. Simplesmente indo.
Estávamos maravilhados, deixávamos a confusão e o absurdo para trás, e executávamos a única função nobre de nossa época: manter-se em movimento. E nos movíamos. Jack Kerouac lançou muitos outros livros, como Os Subterrâneos, The Dharma Bums e The Town and The City, que não foram tão bem aceitos pela crítica. Diziam que sua prosa jazzística estava se tornando uma fórmula. Amargurado, o escritor morreu alcoólatra e com raiva de todos.
Se você é jovem e ainda não leu este livro, está perdendo seu tempo, mas ainda há como recuperar, a não ser que você prefira ficar estudando para o vestibular, ou tentando passar naquela matéria idiota da faculdade ou simplesmente esteja vivendo cada dia a espera do próximo, um morto-vivo flutuando entre pares. On The Road é uma experiência literária e humana. Quando terminei de lê-lo, deitado na rede de casa, simplesmente fechei-o e saí por aí andando pela cidade. Não dá pra ficar parado. Talvez o livro não tenha inventado uma geração, mas, com certeza, reinventa cada um que o lê.

Fonte: Scream & Yell / Escrito por: Leonardo Barbosa Rossato

Escrito por ALYSSON - 11h14
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PAGO PAU

HILDA HILST - 1930 - 2004

Algumas mulheres são capazes de coisas incríveis.

Site oficial: www.angelfire.com/ri/casadosol/hhilst.html

Escrito por ALYSSON - 15h23
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