BEEROCK

STONE TEMPLE PILOTS + FILTER

Quando Richard Patrick, vocalista do Filter, começou a trabalhar no quarto álbum da banda e entrou em contato com os irmãos Robert e Dean DeLeo (respectivamente baixo e guitarra do Stone Temple Pilots) para pedir uma ajudinha, ele mal sabia que estava iniciando um novo projeto, o Army of Anyone. O Filter? Com o entusiasmo de Patrick pela nova banda, voltou para a gaveta, pelo menos por enquanto.

O Army of Anyone vem chamando a atenção da imprensa musical estadunidense por reunir alguns dos nomes mais talentosos e promissores da música dos anos 90 e atual. Os irmãos DeLeo formavam a base do Pilots, banda que conquistou uma bem-sucedida carreira, mas que foi gradativamente desaparecendo por conta do vício do vocalista, Scott Weiland, em heroína. Weiland acabou se tornando vocalista do Velvet Revolver (banda dos ex-Guns N'Roses), e os DeLeo ficaram a ver navios. Isto é, até agora.

O próximo passo foi recrutar um baterista. Eric Kretz, do Pilots, foi descartado, porque, segundo DeLeo, "a gente não queria que se referissem a nós como os caras do Stone Temple Pilots". Ray Luzier, baterista que acompanha David Lee Roth, conseguiu a vaga.

O primeiro álbum do Army of Anyone foi lançado no dia 14 de novembro nos Estados Unidos e as críticas têm sido bastante positivas. Army of Anyone, o disco, tem produção de Bob Ezrin, que já trabalhou com o Kiss e o Pink Floyd. O primeiro single, "Goodbye", e outras músicas podem ser ouvidas no site oficial da banda.

A idéia agora é seguir adiante com uma turnê mundial. Músicas do Filter e do Stone Temple Pilots estão garantidas no repertório. Richard Patrick, que amargou quatro anos afastado da música, se recuperando do vício em drogas, está claramente empolgado com o projeto e diz que ao ouvir a própria banda tocando sente-se como se fosse um fã, pela admiração mútua entre os músicos e de tão boa que ficou a combinação.

Em uma reportagem da revista Billboard, Patrick explica que o processo de composição das músicas entre ele, Robert e Dean foi tão rápido - e o resultado tão gratificante - que eles ficaram estupefatos. O vocalista sintetizou a sensação da seguinte forma: "Na vida, você simplesmente não pode deixar uma coisa dessas passar em branco."

Fonte: Omele

Escrito por ALYSSON - 17h08
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CHE EM QUADRINHOS

AConrad resolveu publicar um checklist com suas publicações em seu site. A relação será sempre publicada nos últimos dias do mês, divulgando os gibis, mangás e álbuns que a editora planeja para o mês seguinte.

Dentre os destaques de dezembro está o lançamento de Che, um manhwa (quadrinho coreano), trazendo a biografia do revolucionário argentino Ernesto “Che” Guevara, que sai em volume único. O argentino tornou-se ícone histórico ao participar da tomada do poder em Cuba nos anos 1950, e continuar seu ímpeto revolucionário pelo resto da América Latina. Morto na Bolívia em 67, vive até hoje como ícone pop mundial. Tão mundial que sua biografia em quadrinhos foi produzida por um coreano, Kim Yong-Hwe. A Conrad liberou um preview da edição aqui.

Escrito por ALYSSON - 13h55
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FUDEROSO!!!

Evil Idols - Can't Remember At All (2006) - LäJä Rex

Os curitibanos malditos estão de volta, e apresentam mais uma dúzia de canções roqueiras, recheadas de conteúdo etílico e imundo.
Com arte feita por Daniel "Etê" Muzzarelas, "Can't Remember At All" é embalado e pronto para mais uma daquelas brigas de bar, rock visceral, uma das poucas bandas destinadas a manter o rock n' roll perigoso, pelo menos aos ouvidos.
De pegadas à la Dead Boys ("Last Bottles Drop"), até sons mais garageiros e de refrões fáceis ("Wanna Be Your Man"), o Evil Idols se sai bem em tudo que envolva o rock n' roll seminal.
Disco para ouvir e cuspir cerveja pra cima, comemorando a existência de quem acredita mais na sua própria guitarra do que nos modismos, seja ela a moda emo, psy ou o caraleo a4.

Sente só como é o showzim dos caras:

Gostou, então escuta ae:

http://www.myspace.com/evilidols

Categoria: Resenhas
Escrito por ALYSSON - 09h32
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A COLMÉIA RECOMENDA

OS BONS COMPANHEIROS - MARTIN SCORSESE - 1990

Porra, assisti este filme já faz uns 4 anos e me lembro muito bem do seu poder de destruição. Alguns dias atrás, me deparei com ele na seção de DVDs da locadora do Paulinho (Stop Games) e foi o bastante para que as lembranças viessem à tona. Tenho algumas coisas a dizer: Martin Scorsese + Robert De Niro = CLÁSSICO, Martin Scorsese + Robert De Niro + Joe Pesci = CLÁSSICO². Não tem boca, o excesso de violência, o roteiro perfeito, a quantidade de cocaína e a trilha sonora feita por Pete Towshend (The Who). Enfim, tudo soa perfeito. O filme narra a vida de um garoto do Brooklyn, Nova York, que sempre sonhou ser gângster, começa sua "carreira" aos 11 anos e se torna protegido de um mafioso em ascensão. Sendo tratado como filho por mais de vinte anos, envolve-se através do tempo em golpes cada vez maiores. No auge do seu prestígio se envolve com o tráfico de drogas, cheira muito pó, ganha muito dinheiro, além de participar de grandes roubos. É claro que tudo que sobe um dia desce. O filme é baseado na vida real de Henry Hill. O baixinho Joe Pesci dá um show de violência e carisma, o que lhe rendeu o oscar de melhor ator coadjuvante. Assistam!
Nota: 10

Escrito por ALYSSON - 09h15
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RECAPITULANDO: ESTRÉIA DIA 03 DE DEZEMBRO

Escrito por ALYSSON - 20h37
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FOTOS SINGELAS

Escrito por ALYSSON - 16h40
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TIA ALICE

Olha, vou dizer uma coisa: nunca prestei muita atenção no trabalho do Alice Cooper. Sempre achei aquele vaudeville todo um saco e seus trabalhos podiam caber em uma fitinha de 90 minutos, TDK. Tudo bem, o visú do cara nos anos 80 era muito afudê: maquiagem malvada (o que seria do black metal sem ele...), cobras, músicas sobre loucura, morte e "rock horror show" e tal. Porém, musicalmente, nunca me chamou a atenção. Ainda mais depois daqueles Trash, Hey Stoopid e sei lá mais o que veio depois.

Acontece que comecei a ouvir dizer que o novo álbum dele, "Dirty Diamonds", estava mais setentista do que nunca e que até as músicas fracas eram fortes. Tudo isso vindo de gente que eu realmente RESPEITO, quando o assunto é música.

Munido de todas as pré-concepções e falta de saco do mundo, baixei o tal cd.

Levei umas duas semanas para resolver dar a devida chance.

Rapaz...

QUE DISCO DO CARALHO!!!!

PAPA FINA mesmo!!!

Aquele lance setentista realmente permeia o álbum inteiro, mais até do que seus próprios discos dos anos 70. totalmente stoner, totalmente glam rock (T Rex), Detroit e com paudurismo que tanto falta aos seus colegas de época atualmente.

Destaques: Woman of Mass Destruction, You Make Me Wanna (refrão super bonder!!!), Steal That Car e Your Own Worst Enemy.

Ponto baixo, a faixa final, Stand. Por quê? Simples, não gosto de rap e a tia Alice chamou um cara pra ficar lá "uga-buga-duga-ruba-duba". Not my beach, como diriam por aí.

Em tempo, hey rob zombie, escuta isso aqui antes de fazer um disco todo metido a setentista como esse teu último!!! E pare de copiar o véio!!!

O texto acima é do Álcio, batera da banda SonicVolt. Diferente dele, eu sempre gostei da Tia Alice, com excessão da fase 80 e 90 do cara. O play "School's Out" e fuderosíssimo. Mas bah, esse Dyrt Diamonds é um colosso. Comprem, baixem, roubem, mas não deixem de ouvir.

Categoria: Resenhas
Escrito por ALYSSON - 16h38
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TOP 50 PUNKS ALBUMS

A importantíssima revista inglesa Kerrang lançou uma lista dos 50 melhores e mais importantes discos de música punk de todos os tempos. Confira abaixo os escolhidos e clique nos títulos com link para conferir o review do Zona Punk sobre eles:

1. Sex Pistols -
"Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols" (1977)
2. Green Day -
"Dookie" (1994)
3. Dead Kennedys -
"Fresh Fruit for Rotting Vegetables" (1980)
4. Nirvana - "Nevermind" (1991)
5. The Offspring -
"Smash" (1994)
6. Rancid -
"...And Out Come the Wolves" (1995)
7. Discharge - "Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing" (1982)
8. The Clash - "The Clash" (1977)
9. The Damned - "Machine Gun Etiquette" (1979)
10. Ramones - "Ramones" (1976)
11. NOFX -
"Punk in Drublic" (1994)
12. Fugazi - "Repeater" (1990)
13. The Clash - "London Calling" (1979)
14. Blink-182 - "Enema of the State" (1999)
15. The Stooges - "Fun House" (1970)
16. Black Flag -
"Damaged" (1981)
17. Minor Threat -
"Complete Discography" (1989)
18. The Stooges - "Raw Power" (1973)
19. The Undertones - "The Undertones" (1979)
20. The Offspring -
"Americana" (1998)
21. Bad Brains - "Rock for Light" (1983)
22. Buzzcocks - "Love Bites" (1978)
23. NOFX - "So Long and Thanks for All the Shoes" (1997)
24. The Ruts - "The Crack" (1979)
25. Crass - "Feeding of the 5000" (1978)
26. The Vandals - "Hitler Bad, Vandals Good" (1998)
27. Operation Ivy - "Energy" (1989)
28. Refused -
"The Shape of Punk To Come" (1998)
29. Rocket From the Crypt -
"Scream Dracula, Scream!" (1995)
30. The Exploited - "Punks Not Dead" (1981)
31. Cro-Mags - "Age of Quarrel" (1986)
32. Quicksand - "Manic Compression" (1995)
33. The Descendents -
"Milo Goes to College" (1982)
34. Sublime - "Sublime" (1996)
35. The Misfits - "Static Age" (1978)
36. The Mighty Mighty Bosstones - "Let's Face It" (1997)
37. Bad Religion
"Suffer" (1988)
38. Less Than Jake - "Hello Rockview" (1998)
39. Dwarves - "Are Young and Good Looking" (1997)
40. Supersuckers - "The Evil Powers of Rock 'N' Roll" (1999)
41. Social Distortion -
"White Light White Heat White Trash" (1996)
42. The Get Up Kids - "Something to Write Home About" (1999)
43. Green Day -
"Nimrod." (1997)
44. Will Haven - "El Diablo" (1997)
45. Stiff Little Fingers -
"Inflammable Material" (1979)
46. Napalm Death - "Scum" (1987)
47. A.F.I. -
"Black Sails in the Sunset" (1999)
48. Poison Idea - "Feel the Darkness" (1990)
49. G.B.H. - "Leather, Bristles, Studs and Acne" (1981)
50. Killing Joke - "Killing Joke" (1980)

Concorde ou discorde, o fato é, a audição de 99% dessa lista é essencial para se entender o que é punk rock, hardcore e adjacentes.

Escrito por ALYSSON - 10h51
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PURPLE GERIÁTRICO

Texto escrito pelo Caio do e-zine Volume 4.

Deep Purple sem o RB é como o Floyd sem o Gilmour. Morse pode tocar o diabo - mas toca o que o RB escreveu.

Quem se importa com o 30º disco de estúdio do Deep Purple? Quem se importa com o culhonésimo show dos caras? Quem se dispõe a pagar 50 mangos por um ingresso? Quem se importa com a Praça do Papa?

Difícil bagarai ver o DP mais uma vez pagando um King Kong no Jô Soares, que submete roqueiros ao vexame da entrevista nula. Difícil ver o DP mais uma vez gravar por lá uma versão de "Smoke on the Water". Difícil perceber a bonachada de todos eles. Difícil suportar a acomodação. Difícil olhar pra trás e enxergar a história gloriosa da banda sendo jogada paulatinamente no lixo - desde 1983, pelo menos. Difícil aturar mais do mesmo sem sacar tesão ou pegada na performance dos caras. Difícil ter sido um moleque que amava a banda e sacá-la hoje, entregue, insípida.

Blackmore, esse visionário...

Eae, quem concorda?

Escrito por ALYSSON - 09h38
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BILL WARD NÃO TOCARÁ COM O HEAVEN AND HELL

O baterista Bill Ward anunciou que não participará da turnê do Heaven And Hell, reunião do Black Sabbath com Dio nos vocais.
Bill, que quase não participou da reunião do Sabbath em 2004, será substituído por Vinny Appice nessa turnê do Heaven And Hell, que deve ser iniciada em fevereiro no Reino Unido.

Escrito por ALYSSON - 09h32
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TIO AÇOUGUEIRO

Essa vai Douglas, grande fã de blues.

Assistimos o show desse cara por acaso no festival Americana Independente de 2004. Na ocasião, eu estava todo pimpão porque iria ver uma das minhas bandas prediletas, os fabulosos Thee Butchers Orchestra. Mas ae, pra surpresa de todos, Marco Butcher sobe ao palco sozinho, munido de guitarra e bateria e apresenta um show de blues roots nervoso, tocando os instrumentos simultaneamente. O show foi ótimo, mas eu fiquei meio frustrado por não ver os açougueiros em ação. O cara disse, que o Adriano Butcher tinha batido o carro e tava no hospital, mas era lorota. No blog da Adriano ele postou que havia cancelado uns shows por excesso de trabalho.

Depois disso, os Butchers hibernaram, o Adriano formou o Cansei de Ser Sexy e o Marco seguiu carreira solo como one man band. O disco do cara acabou de sair pela Laja Records. Abaixo a resenha feita pelo Wladimyr Cruz do portal Zona Punk:

The Uncle Butcher - Downsouth (2006) - LäJä Rex / Pisces / Ordinary

O Uncle Butcher nada mais é do que o Marquinhos do grandioso Thee Butchers' Orchestra, desempenhando seu blues-punk em versão one-man band. Aqui (e nos shows) Marco Butcher toca um drum-kit e guitarra, além de cantar, é claro, num total de 13 faixas.
Aqui você ouve traços de nomes como John Lee Hooker, Pussy Galore, toda aquela cena bacana de Detroit e bastante música de raiz americana, tudo bem mesclado ao vocal caracteristico do 'tio açougueiro'.
Algumas faixas tem um jeitão mais down, mais blueseiro mesmo, caso de "Blue Eyes", já outras, como "No Judge No Trial" são roqueiras, e poderiam até mesmo ser executadas pela 'Orquestra' que Uncle Butcher faz(ia?) parte.
Sou fã assumido, seguidor e aprovo mais essa viagem sonora e primitiva de um dos maiores nomes do rock (blues, punk, soul etc) brasileiro.

Pra ouvir Uncle Butcher: http://www.myspace.com/theunclebutcher

Pra ouvir Thee Butchers' Orchestra: http://www.myspace.com/theebutchersorchestra

Escrito por ALYSSON - 17h57
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JOHN COLTRANE É QUE É ROCK N' ROLL

Texto muito bacana escrito por Marcelo Orozco em 2001 para o E-Zine Scream & Yell.

Belo dia desses, me enchi o saco de tentar saber qual a grande coisa indie que saía no Reino Unido ou qual a próxima onda e qual a próxima não sei o quê. Finalmente fui dominado por uma sensação que vinha crescendo de que a gente do rock/pop sai disparando nomes apenas para parecer que sabe o que está acontecendo, mas é apenas algo pêgo de rabo de olho em leitura dinâmica num semanário inglês, numa revista americana ou num site. E aí saímos repetindo. Papagaio!

A partir desse tal belo dia desses, pedi pro motorista parar que eu ia descer fora do ponto mesmo. Não queria ir atrás de indies resistentes ou de DJs eletrônicos que usam seus computadores para reciclar todas as gravações antigas TOCADAS POR PESSOAS e misturar um beat e vender como moderno e alternativo. Alternative to what?

O que eu posso dizer e o que posso recomendar não é um quilo e 300 gramas de nomes de bandas novas das quais você nunca ouviu falar e, daqui a 6 meses, pode ser que nunca mais ouça falar. O que posso dizer é pra procurar seu próprio som. Indicações valem, mas não imposições. Pense e busque o que você gosta. Hoje, era do CD, internet e mp3, está muito mais fácil. Não importa a época em que a música foi feita. Importa se ela é boa.

No meu caso, meu saco cheio me levou a John Coltrane e jazz. Xii, cadê a guitarra, cadê o rock?
Pois é, cadê?

Está lá, amigos, o som está lá, a atitude ao pegar um instrumento para executar está lá, muito mais que em 90% das novidades que o New Musical Express nos jura que é a próxima onda.

Peguemos Coltrane. Para quem está no mundo rock, a imagem do jazz passa mesmo uma coisa de esnobismo, de chatice. Elimine isso. Nem precisa ser com jazz ou com Coltrane. Se você gosta de um tipo de música, este é seu Coltrane. O meu Coltrane é o próprio Coltrane, por isso vou usá-lo como exemplo.

São inúmeras as bandas atuais e de tempos recentes (80's & 90's) que advogam e idolatram e citam pelo menos duas bandas dos anos 60, Velvet Underground (do Lou Reed) e  Byrds.

Hoje, sem perceber, a gente se fecha a coisas que não estão no nosso terreninho de compreensão apesar do acesso à informação ser MUITO maior e mais imediato que em qualquer outra época. Mas, nos 60's, Velvet e Byrds estavam com ouvidos atentos e abertos pra tudo, apesar de baterem pé que faziam rock. E faziam mesmo.

Nosso amigo Coltrane tinha uma abordagem catártica, espiritual, um desabafo via saxofone. Ouvindo com a devida atenção e interesse, ele era um guitarrista com outro instrumento. Tudo que sempre quisemos em guitarras (ataque, ruído, lirismo, emoção) Coltrane fazia. No sax.

O velvetiano Lou Reed, um roqueiro de 3 acordes da melhor estirpe minimalista, já soltou que buscou a distorção para sua guitarra para fazê-la soar contínua como um sax, mais especificamente o de Coltrane.

O byrdiano Roger McGuinn confessa desde sempre que seu trabalho de guitarra, trincado, expressivo e perfeito, em Eight Miles High era totalmente calcado no que Coltrane buscava com seu sax.

Perda de tempo citar nomes de quem está aí hoje porque foi inspirado por Velvet e Byrds. E, por tabela, são inspirados por John Coltrane. Um homem de jazz, essa palavrinha tabu.

Tudo uma questão de abrir ouvidos. Em vez de ruminar pessimismos (eu sei, às vezes é legal e dá status bancar o descontente e dizer que nada de novo aparece e que o rock morreu - é legal promover o caos pra parecer profeta), vamos caçar o que vale a pena. Mesmo que tenha sido feito antes de você ou seus pais terem nascido. Ou mesmo que seja feito exatamente agora. Mas ser moderno não basta se você não sabe que trem passou antes do seu. E se você não sabe que carvão botar na locomotiva, mesmo que seja piloto de trem-bala.

Conheça. Não faz mal e não tem efeitos colaterais. Apenas saiba o que você vai buscar.

Escrito por ALYSSON - 09h50
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FESTIVAL DE PESO

Dia 09 de dezembro vai rolar a 4ª edição do festival "Metal Force". Após ter suas primeiras edições realizadas em Muzambinho, o evento migra pra Guaxupé e promete oferecer sonzeira de qualidade pra galera que curte som pesado. Em breve mais informações.

Escrito por ALYSSON - 16h00
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NATAL ROCK

Categoria: Shows
Escrito por ALYSSON - 10h16
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ESTRÉIA DIA 03 DE DEZEMBRO

 

Escrito por ALYSSON - 10h14
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E O VELHO LOBO SE RENDE

De tanto falar contra, o cantor e compositor Lobão se rendeu às gravadoras. Depois de criticar a postura das mesmas, ele está de volta aos esquemas promocionais mais viciados do mercado. Depois de lançar 2 ótimos discos de stúdio e um ao vivo de forma independente, Lobão está de volta a uma major e com um projeto para lá de formuláico. Ele assinou com a Sony/BMG e lança em março CD e DVD no formato Acústico com selo MTV. As gravações acontecem nos dias 5 e 6 de dezembro. Em 2007, será lançada também uma caixa contendo os discos gravado pelo cantor nos anos 80.

Fonte: E-Zine El Cabong

Escrito por ALYSSON - 09h52
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CIRCO DA BEATLEMANIA RESISTE COM "LOVE"

A resistente beatlemania ainda gera fortunas e incentiva a permanente criação de produtos relacionados à obra do grupo inglês. A novidade de 2006 é Love, o CD que remodela o cancioneiro da banda a partir de remixagens e colagens arquitetadas pelo produtor George Martin para trilha de espetáculo feito pelo Cirque du Soleil em Las Vegas (EUA).

Lançado mundialmente esta semana, em formato de CD simples, Love terá edição dupla que apresenta a trilha em DVD-áudio. Prevista para chegar às lojas do Brasil em 10 de dezembro, a edição dupla deve ser preferida pelos beatlemaníacos em detrimento do CD simples. Afinal, é a primeira oportunidade de ouvir os clássicos dos "Fab Four" com o som 5.1 típico dos DVDs.

A colagem da trilha é interessante pela habilidade de George Martin em unir músicas que, em tese, pouco ou nada tinham a ver uma com a outra. Da mesma forma que o violão de Blackbird introduz Yesterday, Come Together é embaralhada com Dear Prudence de maneira natural.

Entre as 26 faixas, há algumas que parecem ter sofrido menor alteração - casos de Help! e de I Want to Hold your Hand. Em compensação, a junção psicodélica de Within You Without You com -Tomorrow Never Knows quase faz os Beatles soarem como Radiohead.

O mais impressionante é que, a rigor, George Martin gravou somente as cordas que embalam While my Guitar Gently Weeps. Todos os demais sons ouvidos no disco já existiam na obra dos Beatles, ainda que algumas músicas, como Strawberry Fields Forever, reúnam elementos da gravação oficial e de versões de fita demo.

No todo, Love cumpre a sua função de apresentar um "novo" produto da banda que ainda permanece como a mais importante do pop mundial. O circo da beatlemania - armado pela indústria com o aval dos músicos do grupo ou de suas viúvas (nos casos de John Lennon e George Harrison) - continuará de pé enquanto der lucro. Mas, circo à parte, Love merece ser ouvido.

Fonte: Jornal O Dia / Escrito por: Mauro Ferreira

Escrito por ALYSSON - 09h43
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METAL GRUNGE

Em 1996, quando se encontrava afastado dos microfones do Iron Maiden, Bruce Dickinson gravou um disco completamente destoante do restante da sua carreira. Provavelmente, poucas pessoas gostam de "Skunkworks". Dizem que até o próprio Bruce não gosta. Poucos são aqueles que entendem a idéia por trás do disco e aqueles que conseguiram entender não gostaram nada.

O bacana deste disco é ver um dos pilares do metal tentando fazer algo diferente. O resultado é algo como americano sambando: ele tenta, tenta, mas não consegue chegar lá.

O álbum traz muito menos peso e mais distorção em relação ao Iron e experimentações de todo tipo, desde os cabelos curtos de Dickinson até efeitos bizzaros nos vocais. Jack Endino que produziu todo mundo em Seattle, foi recrutado para produzir o disco, sua missão era deixar o "som parecido com Soundgarden".

Obviamente a nação "Conan" odiou o trabalho, tanto é que no ano seguinte Bruce pensou bem e recrutou Adrian Smith, seu parceiro nos anos de ouro da Donzela e voltou a fazer metal tradicional.

Escrito por ALYSSON - 09h06
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QUEIMANDO TUDO!

Livro: Paraiso na Fumaça - Chris Simunek

Chris Simunek trabalha numa revista maconheira chamada "High Times", uma das principais revistas alternativas norte-americanas, famosa por seu discurso pró-legalização da maconha. Na revista, Chris é "editor de cultivo", ou seja, é o responsável por viajar pelos EUA analisando plantações de erva. Não só analisando, vai experimentando e descrevendo as sensações de todo o tipo de alucinógeno (não só maconha, mas ácido, ecstasy, anfetamina, cogumelo etc.). O livro "Paraíso da Fumaça - Viagens de um jornalista da High Times", lançado no Brasil pela Editora Conrad, é uma espécie de diário, no qual o jornalista vai narrando todas as suas melhores "investigações jornalísticas" já publicadas na revista. Na realidade, as histórias são verdadeiras egotrips de um Chris sempre muito chapado.

Antes de trabalhar na "High Times", Chris Simunek era um professor de ensino médio que, de saco-cheio do seu trabalho, resolveu largar tudo e acabou conseguindo emprego na revista. Em seu texto, Chris pratica o "jornalismo maconheiro", uma mistura do "new journalism" de Tom Wolfe e companhia e o jornalismo "gonzo" de Hunter Thompson.

Com seu jornalismo-viagem, vai mostrando ao leitor diversos modos e experiências de vida, desde rastafaris em Trench Town na Jamaica, motoqueiros amantes de Harley Davidson, fazendeiros do interior dos EUA, metaleiros em crise, hippies, astros ¿ falidos - do rock (uma impersível conversa com Lemmy do Motörhead sobre metal e rock, além de falar da volta dos Sex Pistols nos anos 90), jovens descerebrados em Cancún e por aí vai... Chris é um excelente contador de histórias, mais do que apenas ir narrando o que acontece, a perfeição de sua escrita nos transporta para dentro do que se passa na sua cabeça.

Tudo isso com seu espírito auto-depreciativo (gozador) e loser de encarar o mundo. Seja em touradas espanholas, seja em reuniões dos Maconheiros Anônimos e da Rainbow Family, Simunek sente-se um estranho no ninho, um cara que esperava na sua juventude "sexo, drogas e rock and roll", mas acabou encontrando "Aids, Guerra Contra as Drogas e a MTV". Além disso, ele se sente mal por ser um usuário de drogas num país tão conservador como os EUA (é por isso que as histórias da Jamaica são as melhores do livro). Talvez venha daí a sua visão loser, e a sua pitada de arrogância não-assumida.

"Depois de quatro anos procurando respostas, no entanto, estou mais confuso do que antes. A linha de frente dessa guerra é invisível. O inimigo não usa mais casaca vermelha e os mutantes não se destacam na multidão. Até os garotinhos caretas de Kent usam camisetas de Marilyn Manson", diz, na introdução do livro. "Ainda não sei se achei o que procurava. Em certos momentos, encontrei o que precisava, e isso é o máximo que se pode esperar duma revista", diz mais pra frente. Mas quem precisa de respostas?

Fonte: E-zine Scream & Yell / Resenhado por: Carlos Eduardo Moura

Escrito por ALYSSON - 08h51
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ULTRA POWER CRAZY JUNKIE

A cantora e atriz Courtney Love, 42 anos, é capa da última edição da revista de moda inglesa Pop. A viúva do roqueiro Kurt Cobain (1967/1994) aparece em fotos sensuais, posando com os seios à mostra e as pernas abertas.
Entre outras coisas, Courtney fala sobre seus relacionamentos, sua família e a filha de 14 anos Frances Bean Cobain.
"Minha filha tem 14 anos e nunca beijou um menino. Ela nunca fumou um cigarro. Ela nunca bebeu vinho", disse a cantora, comparando-se à filha.
Devido ao vício em drogas e ao consumo constante de álcool, Courtney perdeu a guarda de Frances em 2004, que foi colocada sob os cuidados dos avós maternos. No ano passado, a menina voltou a viver com a mãe.
"A cocaína é uma droga demoníaca que faz você ficar demoníaca e lhe causa um monte de problema", afirmou ela à revista Pop.

Fonte: Terra

Escrito por ALYSSON - 11h05
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STONES E SABBATH BANIDOS DO IRÃ

De acordo com o Mail & Guardian Online da África, inúmeras obras-prima literárias e best-seller internacionais foram proibidos de serem comercializados no Irã, no que denota um crescimento dramático da censura, colocando a indústria cultural do país em crise. Dentre os artigos proibidos estão livros como "Código da Vinci" de Dan Brown e uma série de letras de bandas como ROLLING STONES, DOORS, BLACK SABBATH, QUEEN e GUNS N' ROSES.

A ordem é que as lojas removam o material ou fechem as portas. O bloqueio foi liderado pelo Ministro da Cultura Mohammed Hossein Saffar Harandi, ex-guarda revolucionário e aliado próximo do Presidente Mahmoud Ahmadinejad, e é fruto de um aparente descontentamento com o predecessor reformista de oito anos antes de Ahmadinejad.

Fonte: Whiplash

Escrito por ALYSSON - 16h10
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MELHORES DO ANO

Já está na rede a lista da votação do Prêmio BIZZ que escolherá os melhores do ano de 2006. São dez categorias, com duas novidades em relação ao ano passado: "Livro" e "Videoclipe" - informa a revista. Para votar é simples: basta avançar de página em página, escolhendo os seus preferidos entre os indicados selecionados pela redação da BIZZ.

Ao final da votação, o eleitor responde a uma rápida pesquisa e entra na disputa por um Flat MP3 System da Philips MCM 275 e por um Cubes MP3 System da Philips MCM 108.

Escrito por ALYSSON - 15h54
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THE WHO E FOO FIGHTERS CANCELADO!?

Nota publicada no jornal O Globo, de autoria de Bernardo Araújo, afirma que os shows do The Who que seriam realizados em fevereiro foram cancelados.
O motivo teria sido a desistência de última hora do Foo Fighters, que supostamente estava escalado para abrir os shows, e com isto o empresário Luiz Oscar Niemeyer teria desistido da empreitada, já que o investimento seria muito arriscado.
Por hora não há confirmação oficial da banda, tampouco do empresário.

Fonte: Whiplash

Escrito por ALYSSON - 15h44
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AUDIOSLAVE - REVELATIONS (2006)

Um ligeiro acento yuppie começa a assombrar uma das bandas mais interessantes dos últimos tempos, em seu terceiro disco, Revelations - coisa que faixas como "Broken city" não escondem. O Audioslave, na verdade, sempre teve um lado que lembra mais aqueles elogios às avessas, como se a pessoa que elogia quisesse ser sarcástica - tipo: "a banda é legal porque lembra demais Led Zeppelin" (caso da chupação de "Whole lotta love" em "Cochise", o primeiro hit). Só que difícil não reconhecer que Audioslave e Out of exile, os anteriores, são dois grandes discos.

E agora a coisa mudou. Em Revelations, a idéia parece ter sido deixar o peso inspirado em Led-Black Sabbath um pouco de lado e investir mais no groove - que só sai fora no fim do disco, em faixas como a sombria "Nothing left to say but goodbye" e a arrastada "Moth". Deixar o groove sobrepujar o peso foi uma ótima intenção - e até o guitarrista Tom Morello andou dizendo que o disco é algo como "Earth, Wind and Fire encontra Led Zeppelin". Só que não foi o suficiente para fazer de Revelations um grande disco. Ficou parecendo o lado fraco e repetitivo da Rollins Band (as pioires faixas de Weight e Come in and burn). Chris Cornell, um grande vocalista - mas que já demonstrou derrapar feio em bootlegs e até mesmo no DVD Live in Cuba - parece desperdiçado, preso à fórmulas. Se os discos anteriores eram uma feliz revisão dos riffs do Led e das doideiras do Rage Against The Machine, misutrada a outros elementos (como a marcha U2 de 'Be yourself"), agora tudo parece igual, como se tudo tivesse sido feito às pressas - e provavelmente foi.

Para a alegria da galera, tem o tom baladeiro de "Until we fall", a sacolejante "Sound of a gun", os riffs distorcidos de "Jewel of the summertime" e, em muitas músicas, uma sonoridade que lembra um pouco o saudoso Living Colour. Mas tudo soa isolado, como pílulas de criatividade em meio à repetição e a vocais e riffs pouco criativos - uma das músicas nas quais isso fica mais na cara é "Wide awake", composta para a trilha do filme Miami Vice (ao lado de "Shape of things to come", outra do álbum). Revelations pode entrar para a história como o Presence (aquele disco caído do Led Zeppelin) do Audioslave, de repente. Se é que dá para tecer esse tipo de comparação sem parecer bobo.

Por: Ricardo Schott do blog Discoteca Básica

Categoria: Resenhas
Escrito por ALYSSON - 11h21
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NOISE 2006

Nesse final de semana vai rolar o maior festival de rock independente do país. Fica a pergunda: com uma programação desse naipe, quem precisa de banda gringa? E o Brasil segue dominando: 

XII GOIÂNIA NOISE FESTIVAL

Programação Oficial - 12º Goiânia Noise Festival

24/11/2006 - Sexta Feira
00:15h - Los Hermanos (RJ) - Palco 1
23:00h - Matanza (RJ) - Palco 1
22:00h - MQN (GO) - Palco 1
21:30h - Cascadura (BA) - Palco 2
21:00h - Karine Alexandrino (CE) - Palco 1
20:30h - a confirmar
20:00h - Tom Bloch (RS) - Palco 1
19:30h - Montage (CE) - Palco 2
19:00h - Trissônicos (GO) - Palco 1
18:40h - a confirmar
18:15h - Black Drawing Chalks (GO) - Palco 2
18:00h - abertura dos portões


25/11/2006 - Sábado
00:15h - Nação Zumbi (PE) - Palco 1
23:00h - Patrulha do Espaço (SP) - Palco 1
22:00h - Mechanics (GO) - Palco 1
21:30h - Ação Direta (SP) - Palco 2
21:00h - Pata de Elefante (RS) - Palco 1
20:30h - Prot(o) (DF) - Palco 2
20:00h - Los Diaños (PR) - Palco 1
19:30h - Debate (SP) - Palco 2
19:00h - Violins (GO) - Palco 1
18:40h - WC Masculino (GO) - Palco 2
18:15h - Bang Bang Babies (GO) - Palco 2
18:00h - abertura dos portões


26/11/2006 - Domingo
00:15h - Ratos de Porão (SP) - Palco 1
23:00h - Mundo Livre S/A (PE) - Palco 1
22:00h - Valentina (GO) - Palco 1
21:30h - Maldita (RJ) - Palco 2
21:00h - Carbona (RJ) - Palco 1
20:30h - Fossil (CE) - Palco 2
20:00h - Crazy Legs (SP) - Palco 1
19:30h - Supergalo (DF) - Palco 2
19:00h - Johnny Suxxx & The Fuckin' Boys (GO) - Palco 1
18:40h - Mersault e a Máquina de Escrever (GO) - Palco 2
18:15h - Obesos (GO) - Palco 2
18:00h - abertura dos portões

12º Goiânia Noise Festival
Dias: 24, 25 e 26 de novembro
Horário: a partir das 18 horas
Local: Centro Cultural Oscar Niemeyer (GO-020, próximo ao shopping Flamboyant)
Ingressos: R$ 20,00 (meia-entrada) por noite ou R$ 50,00 passaportes para os três dias
Pontos-de-venda: Ambiente Skate Shop, Tribo do Açaí, Hocus Pocus, Café com Leite (Carrefour Aparecida) e Monstro Discos
Patrocínio: Novo Mundo
Apoio: Sebrae-GO, Jordão Publicidade e Lei Goyazes
Rádio Oficial: 97FM
Produção: Monstro Discos
Informações: (62) 3281-5358 ou www.goianianoisefestival.com.br

Categoria: Shows
Escrito por ALYSSON - 10h06
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WOLFMOTHER - WOLFMOTHER (2005)

Essa é uma dica do Carlos "Torremo". Lembro dele falando muito bem dessa banda. Depois vi um clipe no "Alto-Falante" e chapei no som. Baixei o play e posso afirmar que é extremamente fuderoso. Segue a resenha do disco:

Falar que a banda australiana Wolfmother é o "novo Black Sabbath" pode ser repetitivo - porque quase todo mundo está fazendo isso. Na verdade, o grupo pré-metal liderado por Ozzy Osbourne pode até ser uma das grandes referências de Andrew Stockdale (vocais, guitarra), Chris Ross (baixo/órgão) e Myles Heskett (bateria). Mas quase todos os sons não-recomendáveis para pessoas simpáticas dos anos 60 e 70 entram na lista de referências. E isso mesmo com o fato de "Dimension", uma das melhores músicas do CD, citar "Black Sabbath", faixa de abertura de Black Sabbath, primeiro LP do Black Sabbath (quanto Black Sabbath!) até no refrão - que é igualzinho ao do original, até no final com um “ooooh, yeeaaah” doidaralhaço.

Wolfmother, primeiro disco dos caras (Interscope/Universal), é uma aula de rock sujo, garageiro, pré-metal como se o próprio, além do punk ainda não tivessem sido inventados. A qualidade de gravação é de disco lançado em 2006, mas a sonoridade vem de riffs e instrumentos de época - órgãozinhos vagabundos, guitarras sujaças, tons psicodélcos etc.


Andrew Stockdale mantém a linha dos vocalistas gritalhões, sem preocupações maiores com afinação. Chris Ross, por sua vez, volta no tempo e recoloca no mercado a figura do baixista-tecladista, algo que está no inconsciente coletivo roqueiro dos anos 60 - Led Zeppelin (John Paul Jones), Doors (Ray Manzarek), Mutantes (Arnaldo Baptista) etc - e que aqui volta com baixos distorcido e intervenções quase eruditas de órgão, com pedal. O que vem à cabeça é imediatamente bandas lisérgicas e estridentes como o Iron Butterfly. Ou o som de macho do Deep Purple.

Dizem por aí que ficar citando referências demais torna uma resenha chata - como se o jornalista ficasse tentando achar motivos para não achar uma banda original. Só que o fato de bandas como os californianos psicodélicos do Blue Cheer, por exemplo, baterem ponto no som do Wolfmother, torna a audição de seu primeiro disco bem mais interessante, um bom contraponto às modernidades de hoje. A comparação com Doors nem soa fútil - Andrew Stockdale estreou na guitarra tocando flamenco (Robbie Krieger, guitarrista dos Doors, também tinha predileção por células rítmicas "esquisitas" em se tratando de rock) - e bandas como MC5 e até Jethro Tull também surgem no som do trio.

Desatrelados de qualquer cena moderna (segundo Stockdale, o grupo é meio outsider até mesmo em sua terra natal), os caras do Wolfmother talvez até passem batidos em meio a tantas bandas novas. Não há nada do esquema certinho de boa parte dos grupos atuais, fora que parece que no trio ninguém ouviu Gang of Four ou Pixies.

Falando das músicas: Wolfmother é uma suadeira de riifs mal-educados em faixas como "Apple tree" (com sujeira quase punk), "Joker and the thief" (outra das que lembram o Black... chega!) e "Mind's eye". Sem falar nos discretos acentos progressivos em músicas como "Where eagles have been" e "Tales from the forest of gnomes", além do solinho de flauta da diabólica "Witchcraft", som apocalíptico como há muito não se via no rock. Outra grande aposta para hit é a melancólica "White unicorn".

A pesada "Woman" ensina a lição que qualquer garota adolescente que faz aulas de jazz sabe: o rock veio de um gênero há muito esquecido, chamado fox - reabilitado por bandas como Led Zeppelin ("How many more times"), Kiss ("Detroit rock city") e até mesmo o Soundgarden (em algumas músicas do Badmotorfinger, grande referência anos 90 para se entender o Wolfmother). No mais, se você curte bandas de stoner rock - como o Queens of The Stone Age - prepare-se para amar esse trio.

Resenha por: Ricardo Schott pra o e-zine Nitideal.

Escrito por ALYSSON - 09h53
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CASH FOREVER

Em Julho deste ano foi finalmente editado de forma póstuma o último álbum de Mr. Johnny Cash, intitulado "AMERICAN V: A HUNDRED HIGHWAYS", concluído por Rick Rubin após a morte do cantor em Setembro de 2003.
"GOD'S GONNA CUT YOU DOWN" é o mais recente single extraído do registo. O vídeo clip dessa música estreou na semana passada em todo o mundo. Nele encontram-se muitas figuras conhecidas, gente famosa que sempre assumiu a sua admiração pelo "Man In Black". Bono, Iggy Pop, Chris Martin, Kate Moss, Keith Richards, Sharon Stone e Johnny Depp são apenas algumas celebridades que dão as caras no vídeo. Vale a pena conferir:

http://www.youtube.com/watch?v=BrZZ-MxIbeA&mode=related&search=

Escrito por ALYSSON - 09h24
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ENTREVISTA: ANDREAS KISSER

O guitarrista do Sepultura falou à Revista Metal Hammer sobre os boatos de uma possível reunião com os irmãos Cavalera.

Metal Hammer: Você não está puto que o Igor e o Max ainda não te convidaram para se reunir com eles?

Andreas: Não. Eu não vejo uma reunião como um passo adiante. As pessoas agem como se nada tivesse acontecido depois de 1996 - isso é estúpido. Se nós realmente decidirmos tocar juntos no futuro, tem que ser uma chance para começar tudo de novo. O Max teve suas experiências com o Soulfly, nós tivemos as nossas com o Sepultura. Isso tem que ser uma base positiva para criar uma coisa totalmente positiva, e não apenas copiar a turnê do "Roots" como se nada tivesse acontecido (nos últimos dez anos).

Andreas: Eu consigo ver isso acontecendo logo, mas nós precisamos conversar sobre isso uns com os outros primeiro. Nós fizemos as melhores coisas das nossas carreiras quando nós discutimos as idéias e conversamos com os outros. Nós fizemos umas loucuras e tivemos ótimos momentos. É assim que deve ser. Eu não quero ser o escravo de um nome, como o Max e o Igor estão tentando ser. Isso é um tipo de fraqueza. Eu não estou puto - eles podem fazer o que quiserem - mas eles não podem ficar no nosso caminho. Nós respeitamos o fato deles terem deixado o Sepultura, e agora eles devem respeitar o fato de ainda estarmos na banda.

Metal Hammer: O Max e o Igor estão fazendo uma boa propaganda para uma possível reunião, pois quando acontecer vai ter muita grana envolvida - que ambos querem ganhar.

Andreas: Não me entenda mal, eu também quero o dinheiro. Mas estamos num ponto em que as coisas precisam ser esclarecidas primeiro. Tem um monte de gente e de egos envolvidos, e ainda vai levar tempo. É isso que todas as reuniões têm em comum.

Andreas: Pegue o Black Sabbath, o Mötley Crüe e o Anthrax: todos tiveram que superar as dificuldades antes de poder se juntar novamente. Mas nós ainda não começamos a conversar, então não tem nada acontecendo agora.

Metal Hammer: Para esclarecer: Se as condições fossem aceitáveis, você diria não para uma reunião do Sepultura?

Andreas: Tem que ser alguma coisa diferente. Eu não quero reunir a banda novamente, subir no palco e pegar meu pagamento. Essa é uma das razões pela qual não vejo uma reunião acontecendo ano que vem. As pessoas poderiam ficar desapontadas, pois poderia ser uma merda. Se nós fizermos do jeito certo, com todo mundo envolvido e conversado entre si, seria possível - mas não tão cedo. Vai levar pelo menos um ano para preparar uma coisa grande assim.

Metal Hammer: Quem seria o empresário da banda? Gloria (Cavalera, empresária e esposa do Max) foi uma das razões pela qual o Max deixou o Sepultura.

Andreas: É, é verdade, e ela ainda esta aí. Esse é o ponto - nós precisamos começar a conversar, e ter um papo como gente grande.

Metal Hammer: Isso também é desrespeitoso com o trabalho que você fez com o Derrick. Ele está na banda por quase o mesmo tempo que o Max ficou.

Andreas: Esse é outro lado da história. Nós não podemos dizer "Muito obrigado, até logo" para o Derrick. Ele é parte da banda, e uma das razões pelas quais ainda somos fortes hoje em dia. Ele veio para a banda e trouxe seu talento e idéias, e nós criamos algo novo juntos. Nós temos que ser cuidadosos para não destruir o que construímos. Isso é desrespeitoso, não só com ele, mas também com os nossos fãs ao redor do mundo.

Metal Hammer: O Derrick tem a mesma coisa com os fãs que o Max tinha dez anos atrás?

Andreas: Isso é difícil de comparar, pois são tempos diferentes. Dez anos atrás o mundo era diferente, não apenas na cena do metal. Ambos, Derrick e Max, criaram estilos com a música do Sepultura. Isso torna os dois muito especiais em comparação com os outros cantores de metal.

Metal Hammer: Você disse que os boatos afetaram seu trabalho ultimamente. Você conversou sobre isso com a banda?

Andreas: Claro, a coisa toda está na internet, e nós conversamos sobre isso. Mas nós tentamos nos manter afastados desse pânico da mídia. Não tem nada oficial dizendo que o "Sepultura está reunido novamente". É tudo baseado em boatos. O Sepultura hoje em dia é o Andreas Kisser, Paulo Xisto, Derrick Green e Jean Dolabella. Nós queremos tocar o máximo possível no ano que vem, e se nós começarmos a conversar novamente, pode ter alguma coisa para 2008 e 2009. Agora parece ser um sonho, nada real. Mas ainda é possível, estamos todos vivos. Mas não agora, e nem no ano que vem.

Metal Hammer: Você pode pensar ainda em gravar um novo disco com o Igor, o Max e o Paulo?

Andreas: Eu não sei. Só o tempo pode dizer.

Escrito por ALYSSON - 14h14
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ROCK EM ESTADO BRUTO

“Life in Hell” é o novo disco da banda uruguaia Motosierra, lançado em meados do mês passado, e ainda em fase de divulgação no país, na vizinha Argentina e em outros países da América Latina. Com o disco, gravado durante o ano de 2006, a banda retorna aos palcos depois de praticamente oito meses afastada, e com um novo baixista, que substitui o titular-fundador.

Uma paulada do começo ao fim, com guitarras rápidas e certeiras e vocais altos berrados, “Life in Hell”, mantém a tradição da "banda mas cruda, salvaje, peligrosa y divertida de la región" - até parece frase cunhada pelo Fabrício "MQN" Nobre. Além dos limites de Montevidéu, Motosierra tem seus discos distribuidos mundialmente e é frequentadora assídua de coletâneas e tributos.

Para quem não conhece a banda Motosierra, que já tocou no Brasil, “Life in Hell” traz o velho, clássico e sempre bom punk & hard & roll, à beira do metal. São quatorze temas, dos quais cinco em espanhol e os demais em inglês - segundo a banda, com mais qualidade de composição e também de gravação.

Ou seja, “Life in Hell” agrega novas bombas sonoras ao repertório da banda, para serem disparadas em seus shows, considerados os mais explosivos da América Latina. É difícil escolher alguma canção, mas valem destaques para “Back in Town”, que abre o disco, “Blacksabanah”, por motivos óbvios, “Somebody to Fuck” e, ainda, “Nada Que Hacer”.

Motosierra é formada, agora, por Marcos ("screams"), Luiz ("6 hell’s strings"), Walo ("drums destroyer") e El Lederfeis ("bass from hell"). O disco foi gravado entre março e junho de 2006, no Estúdio Arizona, em Montevidéu. A edição é do selo independente Bizarro.

Fonte: Senhor F / Resenha por: Fernando Rosa

Escrito por ALYSSON - 13h51
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BREAKNECK RELANÇA DEMO

X

E a banda Breakneck, de Guaxupé acaba de relançar sua 1ª Demo. A nova edição conta com nova capa, encarte em xerox P&B e duas músicas bônus gravadas em um ensaio: Hateful Destruction e Pain. A Demo está sendo relançada pelo selo Anaites, de Fortaleza/CE.

A capa da esquerda é a nova e a da direita a original lançada em 2005.

Mas eae, qual ficou melhor?

Para adquirir a nova versão, basta acessar o site dos caras, com link ali do lado.

Escrito por ALYSSON - 10h15
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NOVOSELIC VOLTA AOS PALCOS


Depois de anos focado na política do estado de Washington, Krist Novoselic, ex-baixista do Nirvana, está voltando ao mundo da música.

Seus dois projetos, o Sweet 75 e o Eyes Adrift, não deram certo. Agora, no entanto, Krist sairá em turnê com o Flipper, banda que não excursiona há mais de uma década.

Existem fotos famosas de Kurt Cobain, falecido líder do Nirvana, usando uma camiseta com o logotipo do Flipper.

A turnê da banda será iniciada em dezembro.

Fonte: Revista Dynamite

Escrito por ALYSSON - 13h11
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PLEBE RUDE SOLTA O VERBO - PARTE 1

A Plebe não morreu, mas continua rude, pelo menos no discurso contra a burguesia dominante. Em clima de lançamento do seu novo disco de inéditas, R Ao Contrário, lançado junto da revista Outra Coisa e vendido em bancas, o vocalista e guitarrista Philippe Seabra falau ao e-zine Punknet. Confira a entrevista:



1) A febre das festas "Ploc80" (RJ) e "Trash 80" (SP) aliada ao revival de bandas dos anos 80 como a Blitz e do sucesso de bandas tributo (como Perdidos na Selva), deixou um clima de desconfiança no ar, de oportunismo barato. Onde a Plebe Rude se encaixa neste cenário?

Philippe - Odeio cheiro de mofo. Não há futuro no passado. Não é que eu rejeite as nossas origens, mas a renovação dentro da Plebe, em termos musicais, criativas e ideológicas são tantas, que não quero ficar atrelado a uma imagem do que foi, mas sim deixar no ar a pergunta: como será? Respondendo a pergunta, não nos encaixamos. Quando estava nos anos 80s, queria logo que passasse: ditadura, roupas horríveis, pouca informação, inflação, repressão. Porra, não dá prá ter saudade disso.

2) As letras do novo disco continuam questionadoras e até mesmo pessimistas em relação ao futuro, mas a sonoridade parece mais pop - para não dizer "comercialmente acessível". Afinal, a Plebe ainda é rude?

Philippe - Gozado, não me parece muito pop. A percepção de cada um varia, a gente ouve cada interpretação para nosso som! Somos rudes? Sim. Mas não somos burros, nem trogloditas. Diria que temos uma rudêz (existe essa palavra?) intelectual, he he he.

3) Após a dissolução da banda original, quando André voltou pra Brasília e Philippe foi para Nova Iorque, marcou também uma lacuna no rock brasileiro. A partir dali vivemos uma fase horrível com sertanejos, pagodeiros, cantoras "infantis" (Xuxa, Angélica, etc). Hoje as atenções são divididas também e principalmente com funkeiros, rappers e DJs de música eletrônica (verdadeiros pop stars). Para vocês, o momento atual é diferente ou mudaram apenas os personagens? Onde está a Plebe no meio disso tudo?

Philippe - Mudaram apenas os personagens. A mídia adora criar e ter controle de seus astros. Quanto mais players, melhor! E a Plebe no meio mandando ver, com nosso som, sem agressões ou ofensas alheias. O Jander sempre falava, e eu acho legal isso: ame ou odeie, mas não nos comprometa!

4) Ainda sobre aquela fase, comentava-se que "o André X saiu da Rock It por que passou num concurso público em Brasília". Esse boato deixou todo mundo intrigado por que o selo que ele mantinha com o Dado Villa Lobos era um dos ícones da independência perante o mercado fonográfico. André, agora na era do mp3 e dos vídeos na internet, como você faria se retomasse o projeto do selo? O que seria diferente?

André X - Totalmente! Iria para outro meio, outros formatos. Acho que o que o Philippe está fazendo junto com o Sr. F resume tudo. É por aí

Escrito por ALYSSON - 15h28
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PLEBE RUDE SOLTA O VERBO - PARTE 2

5) Philippe, nos últimos anos você se dedicou bastante a carreira de produtor musical. Não foram poucas as bandas que gravaram contigo, e de estilos bem variados. Gostaria que você citasse algumas boas experiências atrás da mesa de som e como isso se refletiu na gravação de "R ao Contrário".

Philippe - É muito legal poder participar no desenvolvimento de certas bandas, trabalhando nos bastidores. Mas não posso fornecer a faísca nem o conceito. Isso as bandas tem que ter. Minha função é viabilizar a transposição disso para o CD e tentar maximizar as canções, e consequentemente, o repertório. Mas não no âmbito comercial. A música tem que ter a letra afiada, o arranjo perfeito, a pegada certa e por fim, o timbre próprio. A canção tem que estar perfeita dentro dos moldes e proposta da banda, não para o que o "mercado" pede. Uma vez que a banda encontra sua cara e isso é passado ao público via CD e show de maneira honesta e forte, o resto fica fácil. Sou um pouco romântico nesse aspecto; a canção sempre em primeiro lugar.

Já trabalho com produção há muito tempo e sempre estou estudando e pesquisando novas maneiras de capatacao de microfone. O meu estúdio vive sendo "upgraded" com equipamento novo, mas isso tudo não faz a mínima diferença se a canção não estiver no lugar. E mais importante, que a banda seja boa ao vivo. Parece-me que o formato CD esta virando mais um cartão de visitas do que qualquer outra coisa, então mais do que nunca um show no mínimo memorável é fundamental.

A produção do "R" ao Contrário deu muito trabalho, mas estamos todos muito felizes com o resultado. Não gosto da palavra "sonoridade" quando se trabalha num disco. Uso mais o termo "atitude", pois para mim a canção sempre estará acima da timbragem. A preocupação excessiva pela "sonoridade" pode travar um disco num conceito pré estabelecido, e nem sempre isso funciona. O que me importa mesmo é postura, pegada. Tudo isso estando certo, facilita muito meu trabalho. Aí sim, me preocupo, e muito, com os timbres. Microfonação é tudo, e aliada a uma boa pegada, é aí que a magia se completa. É um processo longo que começa com a pre-produção do repertório, sem dúvida o momento mais importante de uma gravação. Atualmente estou mixando o disco da banda Los Porongas, do Acre.

6) No dvd "Botinada", que conta a história do punk no Brasil, a Plebe marca presença com a música "Sexo e Karatê". No entanto o foco do movimento é mais na São Paulo de bandas como Cólera e Inocentes - cujo vocalista Clemente agora canta e toca na Plebe. Vocês ousariam dizer que, ainda hoje, a Plebe é uma banda realmente punk???

Philippe - Não. A gente bebeu muito na fonte punk, mas no punk original, de 1977. Bebemos mais ainda do pós-punk, a evolução natural do punk, com mais musicalidade e abrangência de estilos. O punk-SP teve outras influências, vindas principalmente da segunda onda punk, que nós nunca ouvimos, como Exploited, GBH, Discharge e outros. Mas a vontade de fazer algo diferente, de quebrar barreiras nos une. Respeito mútuo é o que temos. E ter o Clemente na banda é um sonho!

7) A cena independente vem crescendo ano a ano, mesmo com tanta falta de apoio público e privado. São poucos os festivais que contam com grandes patrocinadores - a exceção de Abril Pro Rock, Mada e Porão do Rock - e as centenas de bandas continuam tocando em pequenos bares e clubes. Vocês acompanham de perto esta movimentação? Vêem algum progresso nela? De quais bandas under vocês gostam?

Philippe - Estamos quase lá, me referindo ao movimento independente underground. Temos boas bandas, uma excelente distribuidora, os festivais, o público. Falta só uma peça da equação: a mídia. Infelizmente, uma peça fundamental. Não temos ainda rádios, tvs e meios de mostrar isso a um público maior. Mas chegaremos lá!

8) Quando o Lobão decidiu ir na contramão e fazer da banca de jornal a sua loja de discos, vendendo CD através de revista, muitos acharam que não dariam certo. O que vocês acham desta iniciativa? O que levou vocês a esta experiência inédita?

Philippe - Ele errou ao contrário, como cantamos no CD. Ele descobriu outro jeito de fazer, reverteu o processo, quebrou o paradigma, a despeito de opiniões contrárias. Que venham outros Lobões.

9) Religião e fé são temas recorrentes neste novo álbum. Percebe-se isso em Mero Plebeu ("as lágrimas não vão me converter // a cachaça para o santo já evaporou // assim como a fé"), Katarina ("seduzidos pela luz // oprimidos pela cruz"), O Que se Faz ("às vezes só do inferno é que se vê o céu") e na faixa título. O que incomoda vocês? A igreja de Bento XVI? Os bispos e pastores eleitos deputados e senadores?

Philippe - A idiotice de quem segue esses líderes. A falta de pensar por si próprio. A necessidade de sentir culpa e de culpar os outros.

10) E por fim, como não poderia deixar de ser: vocês realmente votam em branco?

Philippe - Tive que votar para governador do DF, não havia opção! Mas para os outros cargos, fiz minha pesquisa e achei candidatos compatíveis com minha visão. Tomara que, aqueles que foram eleitos, cumpram com o que prometeram!

Fonte: Punknet / Entrevista por: Pedro De Luna

Escrito por ALYSSON - 15h24
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PISANTE ROCK



A galera fã de música underground, metaleiros, skatistas, punks e rockeiros em geral, sempre procura algo diferente na hora de vestir, seja por comodidade ou estética mesmo. Porém, dificilmente se encontra, por exemplo, um tênis que agüente o tranco de um show underground ou de algumas aloprações no skate. João Gordo, vocalista da veterana banda paulista Ratos de Porão e apresentador da MTV, também sentia na pele esse problema e decidiu criar sua própria linha de tênis que segurasse a onda de suas loucuras.
Foi assim que nasceu a linha de tênis vulcanizado El Pateador de Culos, que foi lançado no início de outubro com assinatura da Qix. "A proposta foi interessante e esse é o tênis que sempre procurei e nunca encontrei por aí", garante o próprio Gordo, em contato direto com a Rock Brigade. "Ele é como eu queria: simples, preto e de cano alto. É tênis de rockeiro!"
El Pateador de Culos tem toda uma estética de "lucha libre" mexicana, com suas máscaras coloridas e os chutes de mentira na bunda, que reflete bem a personalidade sarcástica do próprio Gordo. "Optei por esse visual por causa do fetiche das máscaras, a agressividade do espetáculo. Isso combina com rock e com as manobras de skate", explica ele.
Os cartuns que identificam o personagem criado para o tênis são de autoria de Pavão, desenhista que assina vinhetas da própria MTV. E o próprio design do produto foi acompanhado de perto por Gordo. "A condição de lançamento do tênis foi que fosse a minha cara. Acompanhei todos os detalhes e dei todos os palpites possíveis", afirma ele.
Com o primeiro modelo já na praça, outros dois já estão em fase de produção, para lançamento no início do próximo ano. "De fato, já está em andamento a produção de um modelo de cano médio e outro de cano baixo. Ambos manterão a linha street dos vulcanizados", finaliza Gordo.
Fonte: Zona Punk

Escrito por ALYSSON - 10h25
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